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Inundações na Grã-Bretanha deixam marcas a longo prazo

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Inundações na Grã-Bretanha deixam marcas a longo prazo

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Depois da tempestade nem sempre virá a bonança. Enquanto as águas vão recuando lentamente na zona Oeste de Inglaterra, os meteorologistas prevêem ainda alguma chuva para a região e as autoridades apelam à prudência da população.
A morte de duas pessoas esta quinta-feira foi um sinal de que são necessárias ainda todas as precauções. Como explica um bombeiro de Gloucester: “Numa altura em que estávamos a superar as cheias, perder duas vidas de modo tão trágico é desesperante para toda a comunidade, e nós sentimo-lo nos serviços de urgência também, e eu apelo a todas as comunidades para que nos contactem para se aconselharem”. Apesar de as condições climatéricas poderem vir a registar uma melhoria gradual, as maiores cheias dos úlitmos 60 anos na Grã-Bretanha vão deixar marcas difíceis de apagar. Ruth Hall, directora regional dos serviços de protecção civil afirmou que “todos conhecemos os riscos associados às inundações, através de outras experiências. E sabemos com certeza que um dos maiores impactos é o estado de ansiedade das pessoas, a sua saúde mental, e isso será uma questão imediata mas também a longo prazo”. Com 387, 6 milímetros no trimestre entre Maio e Julho deste ano, o país registou a maior pluviosidade da sua história. O recorde anterior datava do ano de 1789. Depois do dilúvio, a imprensa britânica alertou para a possível propagação de bactérias susceptiveis de causar doenças na população. Um cenário que foi para já rejeitado pelas autoridades sanitárias do Reino Unido.