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Justiça australiana liberta médico suspeito de associação terrorista

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Justiça australiana liberta médico suspeito de associação terrorista

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A Justiça australiana retirou as acusações de associação terrorista que pesavam sobre o médico indiano Mohamed Haneef. O suspeito de envolvimento nos atentados falhados de Londres e Glasgow vai ser libertado, mas arrisca-se a ser expulso do país em virtude da decisão do ministério dos negócios estrangeiros de lhe cancelar o visto de residência. O processo está, desde há semanas, no centro de um braço-de-ferro entre o governo e a justiça, que tinha já concedido a liberdade provisória ao suspeito por insuficência de provas contra ele. Haneef tinha sido detido no início de Julho no aeroporto de Brisbane quando se preparava para embarcar para a Índia. A única prova incriminatória contra o médico resumia-se a um cartão de telemóvel, registado no nome de Haneef, encontrado na posse de um dos autores dos atentados falhados de Junho no Reino Unido. O processo tinha motivado vários protestos de associações de defesa dos direitos humanos. Haneef, que não tinha quaisquer antecedentes criminais, tinha embarcado de urgência para a Índia para assistir ao nascimento de um filho. O médico era primo em segundo grau de Kafeel Ahmed, o condutor do veículo todo o terreno que embateu contra o terminal do aeroporto de Glasgow no final de Junho e de outro dos três suspeitos detidos pela polícia britânica.