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Mesquita vermelha volta a ser palco da revolta islamista contra Musharraf

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Mesquita vermelha volta a ser palco da revolta islamista contra Musharraf

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A mesquita vermelha de Islamabad voltou, esta manhã, a fazer frente ao presidente paquistanês e a ser palco da revolta dos sectores islamistas. Duas semanas após o assalto do exército contra os extremistas barricados no edifício, os fiéis expulsaram o imã nomeado pelo governo, durante a oração de sexta-feira, a primeira após a reabertura, ontem, do templo. As palavras de ordem contra o presidente e os apelos à guerra santa e à revolução islâmica levaram as forças da ordem a interromper a prece. Na origem da cólera dos fiéis está o cerco e assalto militar ao complexo religioso que provocou mais de cem mortos no início do mês, entre os quais o líder religioso da comunidade, levando também à detenção de outro imã. Uma acção justificada pelo Presidente Pervez Musharraf pela presença de membros da guerrilha Talibã entre os fiéis da comunidade. Os islamistas paquistaneses acusam o chefe de estado de ceder às pressões de Washington tendo prometido vingar a acção. Nas últimas duas semanas mais de 200 pessoas morreram no país numa vaga de atentados atribuídos às guerrilhas islamistas que se movimentam junto à fronteira afegã.