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Abe tenta salvar maioria no Senado

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Abe tenta salvar maioria no Senado

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Num último esforço para convencer os indecisos e salvar a maioria no Senado, o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe andou em campanha pelas ruas de Tóquio. Uma derrota nas eleições parciais deste domingo pode bloquear a acção do governo e levar mesmo à queda de Abe.

“Irão as reformas avançar ou recuar?”, a pergunta deixada pelo primeiro-ministro aos habitantes de Tóquio, defendendo que só um triunfo do seu partido pode permitir a continuação da execução do programa do governo conservador.

O Partido Liberal Democrático (LPD) tem de conseguir 64 dos 128 lugares em liça para manter a maioria, mas as sondagens atribuem-lhe apenas entre 38 e 58 assentos.

Mesmo que deixe de controlar o Senado, Abe continuará a contar com uma larga maioria na Câmara Baixa., talvez por isso, a população de Tóquio, que no geral não é filiada em qualquer partido, está pouco preocupada com uma eventual derrota do LPD porque considera que o status-quo se irá manter. No entanto, o sentimento generalizado é que todos os partidos são iguais e que nenhum está preocupado em agir para avançar com as reformas.

Abe, que é o primeiro chefe de governo nipónico nascido depois da segunda guerra mundial, chegou ao poder com enorme popularidade há menos de um ano. Mas apesar de ter relançado os laços com a China e a Coreia do Sul viu o seu apoio cair para metade por causa de uma série de escândalos de corrupção que levaram dois ministros à demissão e um terceiro ao suicídio.