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Japão: uma campanha eleitoral com meio século de atraso

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Japão: uma campanha eleitoral com meio século de atraso

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No Japão o marketing político não rima com alta tecnologia. Num dos países com o maior número de utilizadores de Internet, os candidatos eleitorais são obrigados a descer às ruas para apelarem ao voto. E as coreografias estranhas de alguns candidatos para atraír a atenção dos transeuntes em Tóquio não se limitam apenas à campanha do pequeno “partido do sorriso”.

Uma lei eleitoral datada dos anos 50 proibe os partidos de utilizarem a Internet para apelarem ao voto durante a campanha eleitoral, limitando também o número de panfletos e cartazes.

Apesar das aparências, no Japão, a política é considerada um tema sério, mas desde há vários anos que muitos militam a cada sufrágio por uma alteração da lei eleitoral.

Para o politólogo Kazuhisa Kawakami, “a situação actual é absurda e só se explica porque a maioria dos líderes partidários não estão familiarizados com a Internet, e têm medo de perder terreno face aos novos partidos que sabem como utilizar-se da rede para chegar aos eleitores”.

Com a banda larga mais rápida do mundo, os japoneses estão no entanto a meio século de distância dos blogs políticos e dos discursos do Youtube, mas também do eleitorado mais jovem.
Resultado: se 95% dos jovens utilizam Internet, apenas 20% afirma que irá votar no Domingo.