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Primeiro-ministro japonês não se demite apesar da derrota eleitoral

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Primeiro-ministro japonês não se demite apesar da derrota eleitoral

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Os japoneses não perdoaram nas urnas a má gestão do governo do primeiro-ministro Shinzo Abe. Dez meses após a eleição de Abe, a coligação governamental perdeu a maioria no Senado, pela primeira vez em quase uma década. Segundo as sondagens à boca das urnas, o Partido Liberal Democrata e o partido budista Komeito não conseguiram assegurar os 64 lugares que lhes garantiam a maioria.

Os resultados provisórios atribuem 43 lugares à coligação, uma derrota que pesa sobre o futuro de Shinzo Abe no poder.

O chefe de governo afirmou já que não se vai demitir e que “é necessário recuperar a confiança dos eleitores no país e no governo”. O responsável não pôs de parte uma remodelação do governo. A única vítima da noite eleitoral foi o número dois do PLD, Hidenao Nakagawa que se demitiu do cargo de secretário-geral após a divulgação das primeiras estimativas.

O responsável da campanha dos Liberais Democratas considerou o resultado das eleições parciais para o Senado como, “um golpe de fúria dos eleitores”.

“Os problemas das pensões, da gestão de fundos, os escândalos políticos pesaram contra nós. Aqueles que nos apoiaram decidiram dar-nos uma lição, afirmou Yoshiu Yatsu.

Do lado da oposição do Partido Democrata, a hora é de festa. Segundo os resultados provisórios a formação conseguiu arrebatar os 59 dos 121 lugares do Senado em liça, passando a ser a força maioritária na câmara alta.

Uma situação que segundo alguns analistas poderá mergulhar o Japão numa situação de bloqueio institucional. Se por um lado os partidos do governo mantém a maioria no Parlamento, a câmara alta controlada pela oposição tem direito de vetar as propostas de lei.

Abe afirmou hoje que “a partir de agora vamos debater os projectos em conjunto com os Democratas e prometo ouvi-los, sempre que necessário”.