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Quase quatro anos após o sequestro da escola de Beslan por um comando pró-checheno, um vídeo aponta a responsabilidade das forças especiais russas no desfecho trágico da operação de resgate.

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Quase quatro anos após o sequestro da escola de Beslan por um comando pró-checheno, um vídeo aponta a responsabilidade das forças especiais russas no desfecho trágico da operação de resgate.

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O Comité das mães de Beslan, apresentou ontem na localidade da Ossétia do Norte o registo recebido em correio anonimo, que terá sido filmado por uma equipa de investigadores. Nas imagens, os peritos mostram que as explosões que vitimaram mais de 330 pessoas, metade das quais crianças, não foram causadas pelos terroristas.

A responsável do comité das mães de Beslan explica que receberam a cassete por correio e que contém a prova que tentavam há muito obter de que as explosões ocorreram no exterior do edifício.

O Kremlin recusou-se durante anos a investigar o sucedido.

Em Dezembro passado uma Comissão de inquérito tinha ilibado os militares de qualquer suspeita, atribuíndo as explosões no ginásio da escola à deflagração das bombas instaladas pelos terroristas.

O novo vídeo mostra no entanto que a maioria destes engenhos não deflagrou, e que as explosões poderiam ter sido provocadas por duas granadas lançadas pelas forças especiais.

O único dos membros do comando terrorista a sobreviver foi condenado à prisão perpétua no ano passado.

Os familiares das vítimas apresentaram no início do mês uma queixa contra a Rússia no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos por violação dos direitos à vida, a um recurso nos tribunais e à liberdade de expressão