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Abe mantêm-se em funções após derrota nas eleições para o Senado

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Abe mantêm-se em funções após derrota nas eleições para o Senado

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Apesar da pesada derrota nas urnas, o primeiro-ministro japonês mantêm-se em funções num executivo que, segundo analistas e a imprensa nipónica, deverá sofrer uma reestruturação. Dez meses depois da eleição de Shinzo Abe, a coligação governamental perdeu a maioria na câmara alta do Senado.

Após reconhecer a responsabilidade na derrota, o chefe do Governo defendeu que deve “continuar a cumprir com as responsabilidades como Primeiro-Ministro para avançar com a reforma e criar um ‘novo país’, tal como se iniciasse agora a missão”.

Os eleitores japoneses não perdoaram a má gestão do executivo, debilitado por escândalos que levaram ao afastamento de dois ministros e ao suicídio de um terceiro. A perspectiva é agora de um bloqueio institucional, já que a oposição controlará a câmara alta do Senado e pode vetar as propostas de lei da câmara baixa, largamente controlada pelo governo.

A eleição fica ainda marcada pela candidatura do ex-presidente peruano Alberto Fujimori, com dupla-nacionalidade japonesa. Fujimori não conseguiu ser eleito, mas a sua apresentação motivou protestos nas ruas da capital peruana. Exilado em Santiago do Chile, o ex-chefe de Estado é alvo de um pedido de extradição para o Perú, para responder a acusações de corrupção e violação dos direitos humanos.