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Primeiro-ministro japonês recusa demitir-se mas pondera remodelação do governo

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Primeiro-ministro japonês recusa demitir-se mas pondera remodelação do governo

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O primeiro-ministro japonês revelou esta manhã a sua inflexibilidade face aos apelos de demissão, após a pesada derrota nas eleições para o Senado. Shinzo Abe quer manter-se no cargo, prometendo prosseguir com as reformas que o país precisa mas também reflectir sobre os resultados, o que pode passar por uma remodelação completa do executivo.

Dez meses depois de ter chegado ao poder, Abe sofreu ontem uma pesada derrota. A coligação governamental perdeu a maioria no Senado. O Partido Democrático Liberal e o parceiro New Komeito conseguiram apenas 46 lugares, contra os 60 da oposição democrata.

Os japoneses não perdoaram a série de escândalos, que levaram ao afastamento de dois ministros e ao suicídio de um outro. A gota de água foi o escândalo das pensões, que afecta milhões de pessoas.

Esta manhã, um habitante de Tóquio afirmava que este governo “parecia destinado a falhar devido aos escândalos com as pensões”. A perspectiva é agora de um bloqueio institucional, com a câmara alta nas mãos da oposição e o parlamento (câmara baixa) controlado pela coligação governamental.