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Maiores incêndios das últimas décadas nas Canárias

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Maiores incêndios das últimas décadas nas Canárias

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O quadro dos incêndios agravou-se consideravelmente no arquipélago das Canárias. O governo espanhol classifica a situação de “dramática” e vai enviar reforços para tentar controlar o fogo. As temperaturas elevadas e os ventos fortes tornam a situação “muito complexa”, segundo o presidente do governo regional. As chamas já obrigaram à evacuação de mais de 13 mil pessoas nas ilhas de Tenerife e da Gran Canaria. O estado é de “alerta máximo” e Madrid já anunciou uma ajuda de 300 mil euros para as vítimas. As férias ficaram estragadas para muita gente e é ainda impossível avaliar o impacto negativo que os incêndios vão ter no turismo, principal recurso do Arquipélago. A informação à população é escassa. Muitos habitantes temem que as suas casas tenham ardido. A Protecção Civil instalou centros de socorro para prestar auxílio aos mais de 13 mil evacuados. Milhares de hectares foram já consumidos pelo fogo no arquipélago espanhol ao largo da costa ocidental africana. O incêndio na Gran Canaria terá sido ateado por um guarda-florestal, entretanto detido, que queria protestar contra a precariedade do seu contracto de trabalho. Nesta ilha o perímetro do incêndio perfaz 20 mil hectares. Em Tenerife já arderam 14 mil hectares. O relevo irregular das ilhas não permite um eficaz combate ao fogo por terra e os meios aéreos não chegam para travar as chamas. Mais de 300 pessoas estão envolvidas no combate aos fogos, já considerados os piores das últimas décadas no arquipélago.