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Reino Unido põe fim a 38 anos de intervenção militar na Irlanda do Norte

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Reino Unido põe fim a 38 anos de intervenção militar na Irlanda do Norte

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A missão do Exército britânico na Irlanda do Norte vai terminar oficialmente à meia-noite de hoje, após 38 anos de presença na região motivada por violentos confrontos entre católicos e protestantes. É o fim daquela que é considerada a maior operação militar da história da Grã-Bretanha, na qual participaram trezentos mil soldados, 763 dos quais perderam a vida.

As tropas britânicas foram enviadas para o território em 1969. Durante os longos anos de conflito, os militares e as suas bases tornaram-se alvos preferenciais do IRA – o Exército Republicano Irlandês. Os progressos no processo de paz, que culminaram em Maio na formação de um governo partilhado entre católicos e protestantes, permitem agora a desmilitarização do Ulster.

O general Nick Parker explica que tiveram de “trabalhar com bastante cautela para suplantar o IRA. O exército enfrentará no Iraque e no Afeganistão os mesmos desafios”. Acrescenta que “não é um jogo de ‘rugby’, no fim não vão dar um aperto de mão. Houve um grau de sacrifício enorme”.

Cinco mil soldados permanecem no entanto na Irlanda do Norte, sem uma missão específica e preparados para serem destacados para qualquer parte do Mundo. A segurança do Ulster passa a ser responsabilidade exclusiva da Polícia norte-irlandesa.

A missão britânica que agora chega ao fim ficará para sempre manchada pelo “Domingo Sangrento” de 30 de Janeiro de 1972. Militares britânicos matam a tiro 13 pessoas durante uma manifestação católica em Londonderry, num episódio que viria a contribuir para o aumento das fileiras do IRA.