Última hora

Última hora

Darfur precisa de uma solução política

Em leitura:

Darfur precisa de uma solução política

Tamanho do texto Aa Aa

A estabilização do Darfur terá de passar por uma solução política. É o que parece mostrar a experiência no terreno da Força Africana de 7.000 homens que será brevemente substituída pela Umanid. Perante a incapacidade de controlar a situação e de proteger a população civil a Força Africana foi, por diversas vezes, alvo de inúmeras críticas. A aceitação da resolução da ONU por Cartum representa uma mudança radical. Em Setembro de 2006 o presidente Omar al-Bashir acusava a comunidade internacional de querer controlar o Darfur através dessas forças de colonização. Mas a situação humanitária piora cada dia que passa. Os ataques e o banditismo impedem o acesso às regiões mais remotas do Sudão, 500.000 pessoas estão assim excluidas da maior operação humanitária do mundo no Darfur. Deste o início do ano os bandidos atacaram e pilharam 80 veículos humanitário. Este tipo de incidentes obriga os funcionários a permaneceram nas grandes áreas por restrição do acesso a outras mais afastadas. Há algum tempo que o pessoal humanitário acusava o governo de restringir a distribuição de ajuda a certos locais mas segundo as Nações Unidas o problema deve-se ao banditismo e à lentidão do processo, e muitas dessas pessoas tanto podem ser os rebeldes como antigos elementos das milícias pro-governamentais. No Darfur quatro milhões e 200 mil pessoas recebem hoje assistência. Desde há quatro anos 200 mil terão morrido vítimas dos confrontos, de fome ou doenças. Cartum aponta 9 mil. O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, cujo país apoia a resolução do Conselho de Segurança diz que sem uma solução política a ajuda humanitária só por si não chega. “Estamos a falar de 26 mil soldados para grande como a França” sublinha Bernard Kouchener. Em Maio do ano passado apenas três dos grupos rebeldes activos assinaram o acordo de paz com o governo, em Abuja, na Nigéria. Desde então esses grupos dividiram-se em diversas facções, obtiveram mais armas e a violência aumentou, segundo os funcionários dos organismos humanitários.