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Talibã reiteram ameaça de morte para reféns sul-coreanos após fim de ultimato

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Talibã reiteram ameaça de morte para reféns sul-coreanos após fim de ultimato

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Os 21 reféns sul-coreanos estão vivos, mas os talibã ameaçam executá-los a qualquer momento. A informação é avançada pelos próprios islamitas quando a situação no terreno é confusa. Aviões do exército afegão lançaram panfletos, durante a manhã, na província de Ghazni para alertar a população para o lançamento de uma operação militar. Cabul apressou-se a desmentir que seja para libertar os reféns, embora não ponha essa hipótese de lado. Também os talibã desmentem a existência de uma operação na zona, onde desapareceram os voluntários cristãos há duas semanas. No entanto, os islamitas dizem ter constatado um aumento das movimentações das tropas. Esta quarta-feira, terminou mais um ultimato para os 21 reféns, na maioria mulheres e algumas delas doentes. Cabul pediu um prolongamento de 48 horas, mas recusa uma troca de prisioneiros. Considera que ceder irá incentivar os raptos. Cheon Ho-sun, porta-voz do presidente sul-coreano, reitera a oposição do seu país a uma operação de resgate, recusando também desistir ou acabar com as negociações com os talibã.
Após a morte do segundo refém, Seul reconheceu a sua incapacidade para pressionar o governo afegão. As famílias e as autoridades sul-coreanas pedem agora ajuda aos Estados Unidos. Washington diz que trabalha para obter a libertação. Palavras que não chegam para acalmar a fúria de alguns sul-coreanos. Esta quarta-feira, enquanto as famílias dos reféns eram recebidas na embaixada norte-americana em Seul, cá fora decorria um protesto contra a política de Bush e a pedir a retirada das tropas.