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Obama assume diplomacia dura na corrida à Casa Branca

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Obama assume diplomacia dura na corrida à Casa Branca

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Barack Obama adoptou uma linha dura em termos de política externa para tentar dar um novo fôlego às aspirações a candidato democrata nas eleições presidenciais norte-americanas de 2008. O senador de Illinois mostrou-se preparado para ordenar ataques contra a Al-Qaida no Paquistão, com ou sem a autorização de Islamabad.

Obama disse que “existem terroristas nas montanhas que mataram três mil americanos. Estão a planear atacar novamente. Foi um erro terrível não agir quando houve a oportunidade de eliminar líderes da Al-Qaida em 2005. Se existirem informações acerca de alvos terroristas importantes e o presidente Pervez Musharraf não fizer nada, os Estados Unidos farão”.

Um relatório recente dos serviços de informação norte-americanos indica que a Al-Qaida se reconstituiu numa “zona santuário” no noroeste do Paquistão, podendo estar a recrutar membros para novos ataques contra os Estados Unidos. Obama criticou a gestão da administração Bush no que diz respeito ao Iraque e às ameaças para a segurança internacional. O senador democrata sublinhou que, se for eleito Presidente, vai “trabalhar com amigos e aliados”, mas não vai “transferir a diplomacia sobre o Irão aos europeus ou a diplomacia sobre a Coreia do Norte aos chineses”.

Obama esforça-se por convencer os norte-americanos de que tem capacidade para dirigir o país, depois da principal rival, Hillary Clinton, o ter acusado de falta de preparação. A senadora de Nova Iorque e antiga Primeira Dama é a favorita na corrida democrata à Casa Branca, com uma vantagem de vinte por cento sobre Obama.