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UE rediscute criação de força europeia de protecção civil

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UE rediscute criação de força europeia de protecção civil

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FIRE. Não, não é fogo, em inglês. Mas é a possível sigla da Força de Intervenção Rápida Europeia que os Estados membros equacionam criar para fazer face aos incêndios e outras catástrofes naturais. O presidente francês e o primeiro-ministro grego apelaram a uma cooperação reforçada nesse domínio. E Bruxelas tirou da gaveta um projecto do ano passado: criar uma força permanente, dotada, pelo menos, de 10 aviões de combate às chamas, sempre prontos a entrar em acção. A ideia não é consensual. A criação de uma força de protecção civil é da competência dos Estados membros, alguns dos quais não querem abrir mão desta prerrogativa. No entanto, o apelo greco-francês e os incêndios que estão a destruir as florestas do Sul da Europa podem relançar o debate, tanto mais que a situação é grave, como relembra Antonia Mochan, porta-voz da Comissão: “Julho de 2007 foi um dos piores meses de todos e o pior de Julho desde que começámos a recolher as informações sobre os fogos, ao nível europeu.” Até agora, já arderam 337 mil hectares de floresta, contra 358 mil em todo o ano passado. A Europa dispõe de um Centro de Vigilância e Informação que usa imagens de satélite para avaliar as situações de risco de incêndio. Mas no que toca a enviar auxílio, a boa vontade dos vários países não é suficiente.