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Comissão de Inquérito para apurar o que se passou na Líbia

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Comissão de Inquérito para apurar o que se passou na Líbia

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A França vai criar uma comissão parlamentar de inquérito para apurar o que se passou no final de Julho na Líbia. Após dias de polémica, a oposição quer saber qual o papel da mulher do presidente Sarkozy na libertação das enfermeiras e médico búlgaros, qual o conteúdo do acordo de cooperação nuclear e da venda de armas ao regime de Khadaffi. François Hollande, líder socialista, afirma que “se não há nada a esconder tudo deve ser feito de forma clara, pois todos os partidos estarão representados e terão acesso às informações, esperando que sejam esclarecidas as dúvidas, embora permaneça uma pergunta: devemos fornecer armas a um regime como o do coronel Khadaffi?”. A EADS confirmou a venda de mísseis anti-tanque à Líbia e a existência de discussões sobre um sistema de comunicações. No total, os contratos valem quase trezentos milhões de euros. O governo francês defende-se. Hervé Morin, ministro da Defesa, explica que “foi durante o governo anterior que foi dada a autorização preliminar à venda de mísseis à Líbia, e recorda que também os russos e os italianos vendem armas à Líbia e que os britânicos assinaram um acordo de cooperação”. Paris recusa falar de contrapartida pela libertação dos cidadãos búlgaros. O certo é que o acordo assinado é o primeiro da Líbia com um país europeu, desde o fim do embargo de armas há três anos.