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Poluição e direitos humanos no programa das Olimpíadas

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Poluição e direitos humanos no programa das Olimpíadas

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O ambiente festivo deste país esconde uma China cinzenta a braços com o aumento de fábricas e de estaleiros. O desenvolvimento económico agrada aos cerca de 20 milhões de chineses, mas o preço a pagar é alto. Com os jogos Olímpicos à porta, o problema da poluição atmosférica tornou-se prioritário. A 365 dias para o arranque os jogos Olímpicos de Pequim, os representantes das delegações participantes plantaram uma árvore e contribuiram, simbólicamente, para melhorar a qualidade do ar. Uma iniciativa à qual se juntou o presidente do comité olímpico internacional. “Qualquer iniciativa para melhorar a qualidade do ar como plantar uma árvore, tratar da água ou a criar espaços verdes são muito importantes” afirma Jacques Rogge. Como parte do legado das Olimpíadas seria, também, importante que Pequim inicia-se a promoção dos direitos humanos.

As detenções arbitrárias, a tortura e a pena de morte são práticas correntes no país mais populoso do mundo. A questão tibetana continua na ordem do dia e as manifestações multiplicam-se um pouco por todo o lado. Os jornalistas são os primeiros a sentir as limitações impostas por Pequim. Para o presidente do Comite de Protecção dos Jornalistas, Paul Steiger, este organismo “não deve substituir o governo chinês”, mas antes “dialogiar e encorajar as autoridades respeitar os compromissos assumidos.” Esta segunda-feira polícia impediu um protesto dos repórteres sem fronteiras, relançando, assim, o debate em torno da falta de liberdade de expressão

Depois das questões sociais as desportivas, que vão colocar, dentro de um ano, Pequim no centro do mundo.