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Relatório aponta laboratório como "origem provável" do surto de febre aftosa

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Relatório aponta laboratório como "origem provável" do surto de febre aftosa

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O surto de febre aftosa detectado em duas quintas do Sudeste de Inglaterra poderá ter tido origem num laboratório próximo das explorações de gado. A informação foi avançada pela Comissão britânica de Saúde e Segurança. A estirpe do vírus detectada nas cabeças de gado contaminadas é a mesma utilizada para pesquisa no laboratório.

As instalações de investigação são partilhadas pelo Instituto de Saúde Animal e pela farmacêutica Merial. Tanto a instituição pública como a empresa franco-americana dizem não ter cometido falhas nos procedimentos de segurança. Mas os peritos consideram um erro humano como “possibilidade real” para a origem do surto.

Após conhecer o relatório dos inspectores de saúde pública, o primeiro-ministro britânico disse que “o risco de uma contaminação aérea proveniente do laboratório é negligenciável”. Gordon Brown acrescentou que “também é pouco provável uma ligação directa entre a água escoada das instalações e a zona infectada”.

As autoridades estabeleceram uma zona de protecção e vigilância em torno do laboratório e das quintas afectadas, perto da cidade de Guilford, a Sul de Londres.

O governo quer a todo o custo evitar uma epidemia como a que, em 2001, levou ao abate de mais de seis milhões de cabeças de gado, com prejuízos de mais de 12 mil milhões de euros.