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Águas turvas no Paquistão

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Águas turvas no Paquistão

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Para já não vai ser declarado o estado de emergência no Paquistão. A garantia é dada por fontes próximas de Pervez Musharraf, segundo as quais o Presidente paquistanês ficou até surpreendido, com as notícias nos jornais que, ontem, davam como certa essa decisão. A situação é, portanto, tensa.

George W. Bush segue o caso atentamente. O Presidente americano já pediu ao homólogo paquistanês que siga as expectativas do povo americano e ordene ataques eficazes contra os alvos islamitas. As eleições parlamentares são outra preocupação; devem ocorrer em Dezembro ou Janeiro de 2008. Bush pede que se realizem de forma livre e justa.

Já se chegou a afirmar que, se as autoridades de Islamabad não actuarem e houver informações concretas sobre locais onde se encontram fundamentalistas, os militares norte-americanos podem atacar em território paquistanês. E é esta afirmação que pode legitimar a declaração de estado de emergência no país. A acontecer isto, o presidente Musharraf pode encontrar aí a motivação para justificar medidas políticas que diminuam as liberdades civis. O risco de uma ditadura pode estar iminente.