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Instalação da estrutura da nova ponte de Veneza não cala vozes críticas

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Instalação da estrutura da nova ponte de Veneza não cala vozes críticas

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Desde 1934 que Veneza não construía uma ponte. O Grande Canal da cidade italiana tem agora uma quarta passagem, mas o acesso ao público só lá para o final do ano. A obra do espanhol Santiago Calatrava já está no sítio. Após várias horas de trabalhos, iniciados durante a madrugada deste domingo, foi colocada a parte central da estrutura, com 64 metros de comprimento e 270 toneladas. Os festejos esses não calam as críticas.

A ponte de aço, cobre e vidro, começou a ser desenhada nos finais dos anos noventa. Ao mesmo tempo surgiram as críticas à escolha do arquitecto, à localização, ao impacto visual e, sobretudo, à utilidade. Um veneziano explica que a sua família vive na cidade há 250 anos e que gosta de ver as pessoas a passearem na rua. Contesta a escolha de Calatrava, pois tal como outros residentes, preferia que o arquitecto fosse italiano.

Outra habitante de Veneza diz que já existem três pontes e é absurdo criar uma para ligar a estação rodoviária, no Piazzale Roma, à estação de caminhos-de-ferro. Garante que só será útil para os turistas. Isso mesmo pretende a autarquia por forma a facilitar o acesso dos visitantes. A ponte, ainda à espera de um nome, abrirá ao público no final do ano. No total, a passagem com 94 metros terá custado quase 11 milhões de euros, o dobro do previsto.