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Prós e contras dos combustíveis verdes

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Prós e contras dos combustíveis verdes

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Encontrar uma alternativa ao petróleo é uma prioridade para combater o aquecimento global e travar a dependência das importações de combustiveis. O aparecimento dos biocombustíveis criou novas oportunidades para o sector agrícola e deu novo alento na luta contra as emissões de dióxido de carbono.

O bioetanol, por exemplo, é obtido a partir de produtos orgânicos como a beterraba, os cereais, o trigo ou a cana de açúcar.
A Comissão Europeia pretende que até 2010, dez por cento do sector dos transportes da UE utilizem biocombustíveis.
Mas vejamos como funciona todo o processo. Da cana de açúcar, beterraba, batata ou trigo são extraidos açúcares que por fermentação originam o etanol. Este será, depois, misturado com o óleo de colza ou de girassol. Através de um processo químico será, então, possível obter o biodiesel.

A produção dos combustíveis “verdes” intensificou-se na última década. Os programas contam com mais de 20 anos de desenvolvimento industrial, mas foi necessário esperar por uma maior consciência ecológica e pelo aumento do preço do petróleo para pôr mãos à obra.

Em 2005, a produção de biodiesel no mundo atingiu os quatro milhões de toneladas. A Alemanha assume-se como o primeiro produtor, seguida da França e Itália.
Já a produção de Etanol fixava-se em 36 milhões de toneladas com destaque para os países da América do Sul e da América do Norte.

Mas o desenvolvimento dos biocombustiveis é também controverso. Independentemente da poluição directa ter um impacto menor, a produção implica o cultivo de milhares e milhares de hectares, com recurso a adubos e pesticidas.
Os mais críticos temem que a extensão das monoculturas, para produzir bioetanol e biodiesel, provoque a desflorestação de áreas como a Amazónia, no Brasil.