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Centenas de mortos no sismo ao largo da costa peruana

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Centenas de mortos no sismo ao largo da costa peruana

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Um cenário de destruição. É esta a imagem dominante na costa peruana a Sul da capital, Lima. Os serviços de socorro movem-se com dificuldade entre escombros, estradas destruídas e localidades inteiras sem electricidade para tentar encontrar vítimas do poderoso sismo desta noite.

O último balanço oficial aponta para mais de 350 mortos e 1300 feridos. Números que ameaçam aumentar drasticamente, já que as equipas de resgate ainda não conseguiram aceder a todos os locais afectados.

Nas ruas e casas destruídas de Pisco, a localidade mais atingida, jazem ainda dezenas de cadáveres. Os hospitais estão sobrelotados e o caos reina na região.

O sismo ocorreu ao início da noite de ontem, com uma magnitude de 7,9 na escala de Richter e epicentro no mar, 150 quilómetros a Sul de Lima. A região costeira de Ica foi a mais afectada.

Uma residente explicava, entre lágrimas, que ainda “não chegou ninguém para ajudá-los. estão todos na rua, as casas cairam e não têm onde dormir. Ninguém lhes perguntou como estão”.

A Protecção Civil peruana encaminhou duas toneladas de tendas, cobertores e medicamentos para a zona. Panáma, México, Bolívia e Chile estão entre os países que já ofereceram apoio humanitário.

O abalo, um dos mais intensos no Mundo desde 1990, fez-se também sentir na capital. Em Lima, a população passou por momentos de pânico quando o sismo, seguido de fortes réplicas, abanou edifícios e cortou o abastecimento de electricidade.