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Elvis, o mito 30 anos depois

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Elvis, o mito 30 anos depois

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Trinta anos depois, o mito continua. A 16 de Agosto de 1977, o para sempre conhecido como Rei do Rock and Roll foi encontrado morto em casa. A verdadeira causa da morte só será conhecida oficialmente daqui a 20 anos, quando for tornado público o resultado da autópsia. No entanto, os coktails de medicamentos e a alimentação desequilibrada terão contribuído para a morte aos 42 anos.

A lenda foi idolatrada ainda em vida, e, hoje, os fãs mantêm uma adoração com contornos quase religiosos. Diz uma mulher: “às vezes parece que foi ontem, mas ele já morreu há 30 anos. Continuo a pensar nele, a falar com ele todos os dias.”

Graceland, a casa de Elvis Presley em Memphis, recebeu uma multidão de milhares de pessoas para assinalar o aniversário. Um fã alemão confessa: “Sonho com isto há 30 anos, o mundo muda mas o Rei vai ficar sempre o mesmo”.

John Lennon disse um dia que “antes de Elvis não havia nada” e que o “Rei morreu quando foi para a tropa” em 1958.

Verdade ou não, o certo é que Elvis não se conseguiu adaptar ao mundo que ajudou a transformar; despoletou a uma revolução cultural e terá aberto caminho para a libertação sexual concretizada depois com o movimento hippie, mas Elvis passou os últimos anos de vida em decadência crescente.

As ancas já não moviam tanto, o Rei esquecia-se das letras em palco, os concertos continuaram cheios de um público também envelhecido, embrulhado na nostalgia do cantor que conseguiu juntar as influências country e blues em algo que se passou a chamar Rock & Roll.