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Cenas de pilhagem nas zonas afectadas pelo sismo de quarta-feira no Perú

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Cenas de pilhagem nas zonas afectadas pelo sismo de quarta-feira no Perú

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No Perú, dois dias após o forte sismo, a população queixa-se da falta de ajuda e em Ica, uma das cidades mais afectadas, assistiu-se esta sexta-feira a cenas de pilhagem. Um grupo de mulheres tentou entrar num supermercado à procura de comida e água. A polícia foi obrigada a intervir.

Cenas semelhantes viveram-se também em Pisco, localidade destruída em 80 por cento. Aqui os alvos foram os camiões de ajuda humanitária oriundos da capital.

A sul de Lima ainda há zonas inacessíveis e continuam a sentir-se centenas réplicas, uma delas de 5,9 na escala de Richter que provocou uma nova onda de pânico. A ajuda internacional chega muito lentamente e poucos acreditam que os socorristas conseguiam ainda encontrar sobreviventes nos escombros.

Em Pisco, as morgues estão cheias, há cadáveres nas ruas e as famílias começam a sepultar mesmo nos quintais. Segundo as Nações Unidas, o sismo de quarta-feira provocou 510 mortos, mil feridos e 80 mil desalojados. Mas o balanço pode subir e a Cruz Vermelha alerta para o risco de epidemias.

O presidente Alan Garcia encontra-se na zona sinistrada, prometendo comida e água, mas também avisando contra as pilhagens. Bolívia, Colômbia, Estados Unidos e Espanha já enviaram comida, água, medicamentos e equipas médicas e de resgate. Esperam-se aviões da Argentina, Brasil, Chile e México, enquanto outros países estão ainda ao nível de promessas de ajuda.