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Eleições legislativas tornam-se em teste à democracia do Cazaquistão

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Eleições legislativas tornam-se em teste à democracia do Cazaquistão

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O Cazaquistão realiza hoje eleições legislativas, mas ninguém tem dúvidas de que o partido presidencial, Nur Otan, será o vencedor. Os cerca de nove milhões de eleitores terão de escolher 98 deputados. Os restantes oito lugares serão ocupados pela Assembleia dos Povos, que representa as várias etnias do país.

As legislativas foram antecipadas em quase dois anos após uma reforma constitucional, que aumenta os poderes do hemiciclo, mas, em contrapartida, não limita o número de mandatos presidenciais.

O escrutínio tem valor de teste. Desde a independência em 1991 nenhumas eleições foram consideradas livres e justas pela OSCE, mas Astana quer dentro de dois anos assumir a presidência do organismo que vigia a aplicação das regras democráticas. Daí a importância do relatório dos 400 observadores que se encontram no terreno.

O presidente Noursoultan Nazarbaiev diz que o país está na via democrática. Posição contestada pela oposição, que se queixa, por exemplo, de um boicote dos media.

A única incógnita do escrutínio parece ser o resultado dos opositores, depois de, em 2004, terem eleito só um deputado. A oposição garante que a situação democrática não mudou num país que interessa a comunidade internacional pela sua posição estratégica e pelas riquezas energéticas.