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Ajuda é lenta a chegar às vítimas do terramoto

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Ajuda é lenta a chegar às vítimas do terramoto

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O êxodo dos sobreviventes prossegue, 4 dias depois da pior catástrofe natural no Peru, nos últimos 100 anos. Milhares de peruanos, que perderam tudo com o terramoto de magnitude 8 na escala de Richter, abandonam a região de Pisco, levando às costas o que conseguiram salvar dos seus haveres.

Pelo meio dos desalojados, há a lamentar os habituais casos de pilhagens o que levou o governo a deslocar para a região afectada mais 600 militares, que passam assim a ser um milhar, a que se juntam 2000 polícias para patrulhar a zona. O presidente Alan Garcia esteve em Chincha, onde presenciou grupos de pessoas a serem confundidas com delinquentes e situações de algum pânico.

Voluntários espanhóis que pagaram do seu bolso os custos para irem prestar auxílio ao Peru, queixam-se da falta de segurança e de serem mesmo atacados a tiro. Até a distribuição de víveres e água é uma operação arriscada a uma população desesperada por auxílio que está a ser lento demais a chegar.

Os militares são obrigados a defender as torres e cisternas de água. Também muitos populares defendem armados o que resta dos seus haveres. Mais de 500 pessoas morreram em resultado do sismo de quarta-feira que fez ainda milhares de desalojados. Junto à igreja que ruiu em Pisco, a missa deste domingo foi celebrada em memória de todas as vítimas.