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Rusafa, em Bagdade, reflecte situação nas prisões iraquianas

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Rusafa, em Bagdade, reflecte situação nas prisões iraquianas

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A visita dos dois vice-presidentes do Iraque à prisão de Rusafa, no Leste de Bagdade, permitiu captar imagens raras do interior dos estabelecimentos prisionais do país. O complexo de Rusafa é recente, mas a sobrelotação obrigou à construção de celas no pátio com arame e plástico. No local estão 2779 prisioneiros, alguns detidos há anos sem acusação e que dizem ter sido torturados.

Face às queixas dos detidos, o vice-presidente prometeu melhor tratamento e aceleração dos processos e julgamentos, mas o sunita Tareq al-Hashemi foi mais longe. Tentou aclamá-los, dizendo-lhes que têm sorte de estarem presos, pois têm segurança, algo que não existe no exterior.

Os Estados Unidos dizem ter detidos 23 mil iraquianos, na maioria sunitas suspeitos de participarem na guerrilha. Desde o início da guerra as prisões iraquianas estão ligadas a escândalos: as torturas de Abu Ghraib, em 2004, e um ano depois a descoberta de centros de tortura secretos mantidos pelas milícias.