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Autoridades romenas querem quiosques de venda de flores em Bucareste

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Autoridades romenas querem quiosques de venda de flores em Bucareste

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A discórdia instalou-se em Bucareste por causa de… flores. Centenas de vendedores de rua, a maioria de étnia cigana, juntaram-se esta segunda-feira para uma manifestação na capital romena, em frente à câmara municipal. Uma florista conta que autoridades querem demolir os quiosques de venda, mas as flores são a “beleza de Bucareste, as pessoas da cidade e os turistas adoram-nas”, explica a comerciante. “Queremos vender flores, não discriminação” foram as palavras de ordem da marcha dos vendedores, cujas famílias exercem essa actividade há muitas gerações.

A extinção dos típicos quiosques prende-se com a integração romena na União Europeia e com a adaptação às directivas comunitárias, no que respeita ao comércio de rua. Uma das manifestantes conta que vende flores desde os sete anos de idade e que a sua mãe fez a mesma coisa até morrer. “O meu pai morreu na II guerra mundial e a minha mãe conseguiu criar três filhos, graças ao trabalho de florista”, diz.

Há cerca de 700 floristas de rua em Budapeste, uma cidade com pouco mais de 2 milhões de habitantes. Sem a venda de flores, alguns ciganos afirmam que terão de mudar de país e de profissão, quebrando assim a tradição de centenas de famílias romenas.