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Perú enfrenta pessimismo dos socorristas e ao descontentamento da população

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Perú enfrenta pessimismo dos socorristas e ao descontentamento da população

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No Perú, os socorristas perderam a esperança de encontrar sobreviventes do forte sismo de quarta-feira, devido aos materiais e às características das construções. Além disso, as estruturas que não ruíram com o sismo, acabam por ficar ainda mais debilitadas com as réplicas. Este domingo, uma delas voltou a matar em Ica. As populações continuam a viver nas ruas e o desespero e descontentamento vão crescendo face à lentidão na distribuição de ajuda. Há cerca de 80 mil pessoas desalojadas e sem nada para sobreviver.

Desde sábado que a situação se degradou nas zonas destruídas pelo sismo. A distribuição de ajuda deu origem a confrontos entre as pessoas e mesmo a cenas de pilhagem. Mais de 2500 soldados e polícias foram enviados para a região para manter a ordem.

Este domingo, o presidente peruano, Alan Garcia, recebeu a visita do homólogo colombiano, Alvaro Uribe, que veio prestar solidariedade pessoalmente às populações.

O balanço continua a apontar para cerca de 500 mortos e 1500 feridos. Números provisórios numa altura em que o risco de epidemias é grande. E sem casa, comida, água ou energia, muitos habitantes preferem fugir, levando os poucos bens que restam.