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Síria quer calendário para retirada militar do Iraque

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Síria quer calendário para retirada militar do Iraque

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O Iraque prossegue os esforços para pacificar o país, desta feita pela via diplomática, junto dos países vizinhos. Depois de ter visitado o Irão no princípio do mês, o primeiro-ministro iraquiano Nuri Al-Maliki iniciou na segunda-feira uma visita de três dias à Síria, a primeira desde que foi empossado no cargo.

Em Damasco, o primeiro-ministro Mohammad Naji Otri, deu o tom às conversações ao pedir um calendário de retirada das tropas estrangeiras do Iraque, que segundo ele, estão na origem da instabilidade no país.

A Síria, assim como o Irão, são acusados pelos Estados Unidos de apoiarem os grupos armados xiitas no Iraque, mas desde há alguns meses que Washington reconhece a importância de incluir os dois países nas discussões para pacificar a situação iraquiana.

Damasco é também um dos principais destinos dos mais de dois milhões de refugiados do conflito.

O encontro entre os ex-inimigos dos tempos de Saddam Hussein, desenrola-se no mesmo momento em que outro país, a França, mostra-se pronta a reatar a colaboração com o Iraque.

O ministro dos negócios estrangeiros Bernard Kouchner terminou ontem uma visita surpresa a Bagdade, com o objectivo de virar a página dos tempos da oposição à guerra no Iraque.

As vitórias na diplomacia não refreiam, no entanto, o ciclo de violência. Um atentado no sul do país vitimou ontem o governador da província de Muthanna, o segundo responsável local a ser morto desde o início da semana.