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Belgas não chegam a consenso para formar governo

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Belgas não chegam a consenso para formar governo

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A Bélgica continua sem governo dois meses e meio depois das eleições legislativas que deram a vitória ao democrata-cristão flamengo Yves Leterme. Partidos flamengos e fancófonos ainda não conseguiram formar uma coligação para governar o país. As divergências entre as forças políticas levaram o rei Alberto a intervir e a anunciar a suspensão de formação do novo governo.

Os francófonos, cerca de 40 por cento da população, acusam Yves Leterme de privilegiar os interesses dos flamengos do norte, que representam 60 por cento do povo belga.

Estes querem maior indepêndencia e mudanças profundas na constituição belga. Do outro lado, há quem se queixe das exigências da Flandres.

“Quando se tratam de requisitos flamengos, temos de aceitá-los, mas quando é ao contrario, fazem-nos um bloqueio”, diz o líder do movimento reformador francófono.

A ausência de governo na Federação Belga criou uma situação de incerteza e a oposição do partido francófono CDH fala numa situação de crise profunda.

A troca de acusações tomou conta do processo. Para Bart de Weyer, presidente do flamengo NVA, a atitude dos francófonos é que “torna impossível continuar as negociações”.

Representantes de todos os partidos de expressão francófona juntaram-se esta terça-feira, para formular novas exigências. O resultado foi a recusa de todas as reformas que necessitem de uma maioria de dois terços. Líderes francófonos pediram ainda a demissão do primeiro-ministro Yves Leterme, se este não levar a bom porto as negociações.