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Demissão de Leterme abre crise política na Bélgica

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Demissão de Leterme abre crise política na Bélgica

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Crise política declarada na Bélgica depois da demissão de Yves Leterme esta quinta-feira. O político flamengo, vencedor das eleições de há dois meses e meio, não conseguiu formar Governo. Francófonos e flamengos não se entendem sobre uma nova repartição de poderes no Estado federal dividido entre Flandres, Valónia e Bruxelas. O rei Alberto II aceitou a demissão de Leterme depois de uma maratona negocial entre quatro partidos que voltaram a não chegar a um consenso para formar uma coligação governamental. Após dias de tensão crescente, o quarteto assumiu ontem as profundas divergências , tendo os francófonos recusado categoricamente as exigências flamengas em matéria de reformas de Estado.

Bart de Wever, presidente da Nova Aliança flamenga, partido aliado aos democratas cristãos de Yves Leterme afirma que “é preciso tornar claro também para os francófonos que a comunidade flamenga, que é maioritária neste país, e que não deixa de ser solidária com a outra comunidade, não pode aceitar que todas as nossa exigências sejam riscadas e postas debaixo da mesa, é impossível”. Segundo defendem alguns analistas, a actual crise belga pode reforçar as posições dos partidos separatistas flamengos e, no limite, levar mesmo à desintegração de um país já dividido entre duas línguas.