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Raymond Barre: Académico que chegou à política e a marcou pelo seu rigor

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Raymond Barre: Académico que chegou à política e a marcou pelo seu rigor

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Viva homenagem a Raymond Barre, falecido na noite passada no hospital de Paris onde estava internado há meses. Tinha 83 anos.

Para trás ficam décadas dedicadas à política, mesmo se essa não era a vocação inicial.

Após uma passagem pelo governo do General Charles de Gaulle, Barre foi em 1967 para Bruxelas. Como vice-presidente da Comissão Europeia foi um dos primeiros a defender a criação da moeda única.

Em 1976, entra para o governo francês como ministro da Economia e depois como primeiro-ministro de Valéry Giscard d’Estaing. Fica até 1981.

Em 1988 enfrenta Jacques Chirac e François Mitterand nas presidenciais. Perdeu, mas consegue nesse ano o primeiro de vários mandatos de deputado.

Em 1996, acolhe a cimeira do G7 na qualidade de presidente da câmara da cidade de Lyon, cargo que ocuparia entre 1995 e 2001.

A vida de Raymond Barre começou na ilha da Reunião, a 12 de Abril de 1924. Cedo ficou com o estatuto de homem da família.

Após uma juventude passada na ilha, chega na década de quarenta a Paris para terminar os estudos. Obtém um diploma de direito e ciências económicas. Tudo indicava que seguiria uma carreira académica. Foi professor e escreveu vários livros, entre eles uma obra de referência das faculdades de Economia.

Em 2001, por razões de saúde, deixa a câmara de Lyon e um ano depois a vida política, tornando-se numa espécie de sábio.

Ao longo da carreira sempre foi reconhecido pelo seu rigor em termos de política económica, sempre recusou aderir a partidos, embora fosse próximo dos centristas do UDF, recusou ceder a alianças políticas e, sobretudo, aos protestos. Para a história fica também a polémica criada pelas suas declarações por vezes consideradas anti-semitas.