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Incêndios: a tragédia grega

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Incêndios: a tragédia grega

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A verdadeira tragédia grega. As chamas estão em palco há 3 dias e devastam o Sul do território helénico de Leste a Oeste. O número de vítimas não pára de aumentar. Já estão confirmadas mais de 55 mortes de pessoas carbonizadas ou asfixiadas pelo fumo. A Grécia só dispõe de 1000 bombeiros profissionais, habilitados para combater os incêndios florestais. As autoridades concentram os meios na protecção de Atenas e Olímpia. 8000 voluntários e 500 militares participam também na luta contra as chamas. Pelo menos 500 habitações foram até agora consumidas pelo fogo. O fogo chegou mesmo a Olímpia, mas o sistema anti-incêndio instalado aquando dos jogos de Atenas em 2004 e a concentração de meios no local permitiram salvar o museu arqueológico do sítio histórico dos primeiros Jogos Olímpicos. Do espaço é possível ter uma noção da catástrofe que devasta a Grécia desde a península do Peloponeso, a sudoeste, passado por Atenas e até à ilha Eubéia. É também clara a influência do vento de Nordeste que espalha a nuvem de fumo por todo o país.

O governo está convicto na origem criminosa dos incêndios e circula nos média um vídeo onde aparecem suspeitos pirómanos. O estado de emergência foi declarado em todo o território e foram decretados 3 dias de luto nacional. Próximo de Olímpia, a população lutou para salvar o que podia, mas as chamas avançaram “encosta acima e em 10 minutos atingiram a aldeia”. Todos tiveram de fugir. A ajuda não chegou a tempo. Há muitas décadas que a Grécia não sofria incêndios destas dimensões. Mesmo possuindo 21 bombardeiros de água, só com a ajuda internacional é que a Grécia conseguirá controlar as chamas.