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Marrocos: Islamitas favoritos nas legislativas

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Marrocos: Islamitas favoritos nas legislativas

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Arranque da campanha eleitoral para as legislativas de 7 de Setembro em Marrocos. 33 partidos e 13 listas sem filiação vão discutir a nova distribuição dos 325 lugares do Parlamento. A pouco e pouco o interesse pelo escrutínio vai crescendo. A maior curiosidade será saber se o partido islâmico PJD, que é por hora a maior força da oposição, conseguirá chegar ao poder, como acreditam muitos analistas. Em 2003, os islamitas moderados do PJD estiveram quase a ser banidos pela elite secular marroquina que os acusava da “responsabilidade moral” pelos atentados de Casablanca que mataram 45 pessoas. O partido sobreviveu e surge agora em condições de chegar ao poder com um programa que se concentra no combate à corrupção e no apoio à monarquia em vez dos tradicionais temas religiosos.

À margem dos receios de novos ataques inspirados pela Jihad ou pela al-Qaeda e paralelamente à campanha, é aguardado com expectativa o veredicto de um processo contra um jornalista acusado de falta de respeito ao rei Mohamed VI. Para já a audiência de Ahmed Reda Benchemsi, editor de economia de um jornal, foi adiada para 31 de Agosto. Benchemsi pôs em causa a utilidade das legislativas num país onde o rei tem o poder supremo e pode ser condenado a 5 anos de prisão.