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Polícias e agentes secretos russos entre suspeitos do homicídio da jornalista Politkovskaya

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Polícias e agentes secretos russos entre suspeitos do homicídio da jornalista Politkovskaya

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O Ministério Público russo deteve e prepara-se para acusar dez pessoas do assassínio da jornalista Anna Politkovskaya. A informação foi revelada hoje, mas as detenções remontam há vários dias. As autoridades revelam também que o grupo pode estar ligado a outros crimes, entre eles, os homicídios do jornalista Paul Klebnikov, em 2004, e do vice-presidente do Banco central russo, Andrei Kozlov.

Após uma reunião com o presidente Putin, o procurador Yuri Chaika acusou pessoas a viverem fora da Rússia de terem comanditado a morte de Politkovskaya e revelou que o grupo de criminosos era liderado por alguém de origem chechena. Afirmou também que entre os detidos estão actuais e antigos polícias e agentes dos serviços secretos russos.

Anna Politkovskaya foi assassinada a 7 de Outubro do ano passado à porta da sua casa em Moscovo. Trabalhava para o jornal Novaia Gazeta e era uma das jornalistas que mais criticava a política do presidente Putin. Morreu quando realizava uma reportagem sobre torturas na Chechénia.

A sua morte provocou uma onda de emoção na Rússia mas também em todo o Mundo. Face às preocupações de que o Kremlin estivesse a limitar o direito de expressão, Estados Unidos, Conselho da Europa, União Europeia e organizações internacionais de defesa dos direitos humanos apressaram-se a pedir um inquérito que não poupasse esforços para revelar a verdade.