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Eleição de Gul dada praticamente como certa

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Eleição de Gul dada praticamente como certa

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O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros Abdullah Gul deverá ser eleito, esta terça-feira, presidente da Turquia. Na terceira volta do sufrágio, o Partido da Justiça e Desenvolvimento precisa, apenas, de uma maioria simples de 276 deputados em 550 para eleger Gul.

No passado dia 24, o candidato islamista ficou a 30 votos dos dois terços requeridos. Mas a eleição de Gul poderá não ser pacífica. Para ser politicamente aceite o AKP moderou as posições religiosas, mas os sectores laicos mantêm-se reticentes.

Murat Yetkin, colunista de um jornal radical, sustenta que se Abdullah Gul mantiver a natureza secular da República Turca não há motivo para tensão. O uso do véu em público tornou-se símbolo da divisão entre Turquia laica e a Turquia religiosa

O general Yasar Buyukanit, comndante das foracas armadas turcas denunciou esta segunda feira que estão em curso esforços para minar a República secular. O exército, que já derrubou três governos islamitas é visto como o guardião da identidade laica criada em 1923 pelo fundador da Turquia moderna, Kemal Ataturk.

Segundo os apelos dos militares em Abril e Maio, milhões de pessoas sairam à rua em defesa da laicidade do país. Apesar da onda de prostestos contra o AKP, o Partido da Justica e Desenvolvimento consegue superar todas as expectativas e prepara-se, agora, para eleger o próximo chefe de estado