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O pesadelo de uma habitante do Peloponeso

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O pesadelo de uma habitante do Peloponeso

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Se as ruínas de Olímpia, berço das Olimpíadas, foram salvas, o mesmo não se pode dizer de dezenas de aldeias dos arredores. Em Kochina, em apenas dez minutos, as chamas devoraram a casa e o bar de Christiana reduzindo a cinzas 30 anos de trabalho.

Ainda em choque, Christiana conta que não conseguiu salvar nada, que não tem trabalho nem dinheiro. Explica que tudo foi repentino e que não tem mesmo roupa para se mudar. A t-shirt que veste é a última. O carro, transformado agora em quarto, é tudo o que lhe resta, pois a casa não tinha seguro e as ajudas financeiras prometidas pelo governo ninguém sabe quando chegarão. Para comer, Christiana e o filho têm a ajuda dos vizinhos. Sem água nem electricidade, a situação é insuportável para o filho, Vassili, que descreve o que sucede como sendo uma guerra, uma guerra diferente, sem armas. Na mesma situação que Christiana e Vassili estão centenas, talvez milhares, de pessoas no Peloponeso. Até agora não se conhece o número de desalojados, de casas e hectares de floresta destruídos pelas chamas