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Oposição grega acusa governo de incompetência face à vaga de incêndios

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Oposição grega acusa governo de incompetência face à vaga de incêndios

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A vaga de incêndios na Grécia inflama os ânimos da oposição socialista, que fez ontem desfilar mais de duas mil pessoas em Atenas para pedir a demissão do governo. O partido PASOK acusa o executivo de “incompetência” na resposta à crise gerada pelos incêndios que se propagam de norte a sul, tendo causado até agora mais de 60 mortes.

A oposição não hesita em por em causa a versão de fogo posto brandida pelo executivo de Costas Karamanlis para explicar a propagação das chamas.

Sete pessoas acusadas de atear os fogos poderão mesmo ser julgadas como terroristas. A três semanas das eleições, a polémica mistura-se com a tragédia de milhares de desalojados, num momento em que o país se encontra em estado de emergência e foi declarado um luto nacional de três dias. O governo declarou que não vai adiar o sufrágio.

A esperança ressurgiu ontem, ao quarto dia de incêndios, com a chegada de mais reforços aéreos enviados por vários países da União Europeia.

No sul do Peloponeso e a norte, em torno da cidade de Iannina, encontram-se as zonas mais afectadas, onde mais de 800 bombeiros e o mesmo número de militares, combatem as chamas auxiliados por mais de duas dezenas de helicópteros e aviões.

Ao luto junta-se a revolta das populações afectadas. Em várias aldeias remotas do Peloponeso, como em Grillo, as chamas cercaram as povoações, que apelaram sem resposta à ajuda do governo.

Vários responsáveis camarários não hesitam em apontar responsabilidades a promotores imobiliários, que através dos incêndios irão obter novos terrenos para construír.