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Primeiro-ministro grego, sob o fogo das críticas, apela à unidade do país

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Primeiro-ministro grego, sob o fogo das críticas, apela à unidade do país

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O saldo devastador dos incêndios na Grécia é desde ontem o campo de batalha entre governo e oposição, a menos de três semanas das legislativas. Os socialistas gregos acusam o governo de incompetência na gestão da crise que nos últimos cinco dias provocou mais de 60 mortos, destruíndo 200 mil hectares de terrenos – uma área superior à do Luxemburgo.

Sob o fogo das críticas, o primeiro-ministro Costas Karamanlis fez um apelo à união, face ao que chamou de “crise nacional”. “Há feridas que não podem ser curadas, mas o nosso dever agora é de tentar aliviar a dor dos nossos concidadãos, para ajudá-los a superarem a situação e garantir que as pessoas afectadas não perdem a esperança”, afirmou.

Decisões como a declaração do estado de emergência ou o julgamento de supostos incêndiários como terroristas são consideradas pela oposição como medidas excessivas. Ontem e anteontem milhares de opositores tinham descido às ruas de Atenas para mostrar o seu descontentamento com a forma como o governo lidou com a crise.

O líder socialista George Papandreo, lamentou ontem quer a incapacidade do governo em salvar as vidas e propriedades dos cidadãos, mas também o que disse ser, “a falta de seriedade e de sentido de responsabilidade demonstrada pelo executivo face à gravidade da situação, em especial quando evoca teorias da conspiração envolvendo terroristas”.

Esta noite os incêndios continuavam a lavrar mas com menos intensidade, em algumas regiões do Peloponeso. Em Matesi uma das zonas mais afectadas, as chamas tinham sido circunscritas.

Centenas de bombeiros e militares ajudados desde ontem por meios aéreos Franceses, espanhóis e italianos combatiam ao início da noite cerca de 25 frentes de fogo.

Um esforço que coincidia com novas cenas de povoações em desespero, cercadas pelas chamas, a sulplicar por ajuda aos microfones das rádios e televisões gregas.