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Dúvidas sobre desenrolar das investigações do assassinato de Politkovskaia

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Dúvidas sobre desenrolar das investigações do assassinato de Politkovskaia

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Anna Politkovskaia cumpriria hoje 49 anos. A evolução das investigações sobre o assassinato da jornalista russa é contestada por familiares e meios de comunicação no país. No início da semana, o Procurador-Geral russo Iuri Tchaika anunciou a detenção de uma dezena de suspeitos. Mas as autoridades já tiveram de libertar dois homens, um por falta de provas e o outro por apresentar um alibi indiscutível.

O filho de Politkovskaia diz que “a equipa de investigadores fez um trabalho excepcionalmente profissional. Mas os anúncios grandiosos de Tchaika e dos serviços de segurança estão a ser usados por razões políticas”. As vozes críticas acreditam que existe um jogo de poder na Procuradoria-Geral, num momento em que um comité independente vai assumir o controlo de parte das investigações.

O Chefe de Redacção do Nova Gazeta – jornal para o qual trabalhava Politkovskaia – considera que “as pressões políticas surgem tanto das autoridades como da oposição, dentro e fora da Rússia, que fala sem testemunhas e sem provas e acusa Putin de ter ordenado o crime”.

A jornalista foi assassinada à porta de casa em Moscovo a 7 de Outubro do ano passado. Crítica feroz do Kremlin, Politkovskaia trabalhava na altura num artigo sobre as torturas sistemáticas na Chechénia. O crime foi classificado como um atentado à liberdade de imprensa na Rússia.