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Grécia começa a enterrar mortos

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Grécia começa a enterrar mortos

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A Grécia começou a enterrar os mortos naquele que é o sétimo dia de incêndios activos. Yannis Siordinis esperou anos para se tornar guarda-florestal. Apenas cinco dias depois de concretizar o sonho, morreu carbonizado ao tentar salvar em vão uma mãe e quatro filhos.

Foi a enterrar na aldeia de Anilios e é considerado um herói. Pelo menos 63 pessoas morreram numa semana de inferno. A situação está mais calma. À excepção de uma frente que continua perigosa na península do Peloponeso, a maior parte dos fogos está sob controlo parcial.

Só no Peloponeso, os fogos consumiram mais de 150 mil hectares de terreno, destruíram ou danificaram mais de 2 mil habitações e provocaram a morte a pelo menos 40 mil cabeças de gado. Face à amplitude da destruição e com as eleições legislativas à porta, o governo de Costas Caramanlis desbloqueou fundos de ajuda às pessoas atingidas. Só num dia, 24 milhões de euros foram entregues a mais de sete mil pessoas.

A onda de incêndios sem precedentes nas últimas décadas levou a oposição a criticar severamente a resposta do governo à crise. Apesar de tudo, as sondagens continuam a dar a liderança ao partido no poder.