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Kosovo espera decisão definitiva que tarda em chegar

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Kosovo espera decisão definitiva que tarda em chegar

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1999 – A Aliança Atlântica leva a cabo uma guerra cirúrgica contra a Jugoslávia para impedir a aniquilação do Kosovo. Desde aí, a província separatista de maioria albanesa é administrada pelas Nações Unidas, sob supervisão da Nato. Para a Sérvia a independência é contra as leis internacionais. Os albaneses recusam-se a fazer parte de um país que os tentou exterminar.

O comandante da NATO no Kosovo apela a um acordo entre as partes. Segundo o general Kather, há na província um nervosismo crescente e as tropas estão a preparar-se para o que quer que possa acontecer. A presenca internacional no país é extremamente cara. Há anos que se tenta chegar a uma solução mas as opiniões não são consensuais.

A Rússia está do lado da Sérvia. Para Vladimir Putin, a paz na Europa só poderá ser garantida se se respeitar a integridade territorial do país. Moscovo vetou por isso, no Conselho de Segurança, um plano ocidental para dar a independência ao Kosovo

E o que pensam os próprios sérvios? No Kosovo ainda resiste uma minoria de 100 mil. Cerca de 200 mil abandonaram a província e partiram para a Sérvia. Rada Trajkovic, líder da comunidade sérvia local, é céptica. Para ela, nem Belgrado tem capacidade para integrar a minoria sérvia nem os líderes kosovares têm forma de suportar uma independência.

Nas ruas de Pristina instala-se a impaciência. Há mais de 25 anos que os albaneses do Kosovo pedem a independência. Em 1974 conseguiram alguma autonomia mas esta foi-lhes retirada por Slobodan Milosevic. Em 91, a independência ficou adiada. Um vendedor albanês é radical. Para ele não há outra solução senão a independência do Kosovo. Como ele, pensam muitos outros

São poucas as esperanças de encontrar uma saída. A 10 de Dezembro terminam as conversações. E caso os resultados não forem os esperados pelos albano-kosovares uma coisa é certa: será declarada a independência unilateral da província.