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Flamengos "cercam" Bruxelas

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Flamengos "cercam" Bruxelas

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A crise política na Bélgica dominou o tradicional passeio ciclista que anualmente se realiza em torno da capital federal. Milhares de flamengos participaram na vigésima sétima edição do “Gordel”, palavra que significa “cintura” na língua da Flandres.

Bruxelas, cidade habitada por uma maioria de cidadãos francófonos, é um enclave linguístico rodeado por subúrbios onde o flamengo é dominante. Ora nos arredores vivem também alguns valões. A questão da língua oficial nas comunas dos arredores da capital é um dos pontos de fricção que impede um acordo para a reforma do Estado e consequente formação de um governo depois das legislativas de 10 de Junho.

O francófono Didier Reynders, líder do partido liberal da Valónia (MRD), afirma que não tem medo de discutir a reforma do Estado com os partidos do norte do país já que esta é a sua principal reivindicação há anos, contudo, há que fazê-lo apoiado em convicções fortes.

O dirigente do Partido Democrata-Cristão flamengo (CDV), Yves Leterme, permanece como a personalidade com mais hipóteses de vir a ocupar a chefia do executivo apesar de ter fracassado uma primeira tentativa para formar governo. Investido nessa missão a 15 de Julho pelo rei dos belgas, Alberto II, o político flamengo atirou a toalha ao tapete ao fim de cinco semanas de negociações estéreis.

A imprensa belga sublinha que flamengos e valões permanecem irredutíveis apesar da crise durar há 80 dias.