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Suez e GDF acordam fusão

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Suez e GDF acordam fusão

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Chega ao fim a novela da fusão das companhias energéticas francesas Suez e GDF. A entrada em cena do presidente Nicolas Sarkosy para delinear os contornos do negócio levou os conselhos de administração dos 2 grupos a chegarem a acordo este domingo.

Segundo a ministra da Economia é vantajoso para a França ter “2 grandes actores mundiais no sector da energia” porque isso dá ao país “uma força negocial bem superior na hora de ir negociar”.

O novo gigante, que se irá chamar Suez-GDF, será o 3º maior grupo energético europeu atrás da também francesa EDF e da alemã E.ON. Os sindicatos não estão satisfeitos com a fusão. A CGT fala de uma “capitulação perante os accionistas da Suez”. Criticam a privatização da GDF porque consideram que “todas as privatizações até agora no sector energético resultaram por um lado na perda de qualidade do serviço e por outro no aumento dos preços”. Algo que dificilmente podem aceitar.

Sarkosy entrou em cena na semana passada para acabar com as disputas sobre estratégia e controlo do futuro grupo, que se prolongavam há 18 meses desde que a ideia emergiu para evitar uma possível queda da Suez nas mãos da italiana Enel.

O Estado ficará com 34% da Suez-GDF. O epílogo da história está marcado para meados do próximo ano, altura em que a fusão deverá estar concretizada.