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Bush e Howard: Amigos para sempre

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Bush e Howard: Amigos para sempre

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Apertos de mão, muitos apertos de mão e sorrisos entre George Bush e John Howard. Apertado pelo Congresso para deixar o Iraque, como o aliado de sempre, o Reino Unido, se prepara para fazer, o presidente norte-americano bem pode apertar a mão ao governo australiano pelo apoio incondicional a uma Casa Branca cada vez mais isolada na questão iraquiana.

Antes do arranque da Cimeira Ásia-Pacífico, George Bush bem precisava das palavras amigas do primeiro-ministro australiano que garante a continuidade do “compromisso com o Iraque” e que a presença militar australiana vai “continuar no nível actual porque não depende de qualquer calendário, mas das condições no terreno”.

Bush está cada vez mais agastado com as críticas sobre o Iraque. Afirma que se não achasse que pode vencer não teria as tropas no país e que, enquanto comandante máximo, só envolve tropas americanas em combate quando está convicto que isso é importante para a segurança dos Estados Unidos e que os objectivos podem ser cumpridos.

Depois da visita surpresa ao Iraque, Bush está em Sidney para a Cimeira Ásia-Pacífico, do próximo fim-de-semana, que terá como um dos pontos altos o frente a frente com Vladimir Putin, onde o escudo de defesa antimíssil será o prato principal. Curiosidade também para ver a resposta prática de Bush ao facto da China poder aproveitar o espaço deixado livre pelos Estados Unidos na Ásia, porque quase toda a política externa de Washington está concentrada no Iraque.

Para segundo plano ficam os temas oficiais da Cimeira: economia, ambiente e alterações climáticas.