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Eleições em Marrocos testam reformas democráticas de Mohamed VI

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Eleições em Marrocos testam reformas democráticas de Mohamed VI

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Trinta milhões de marroquinos vão amanhã às urnas, durante uma eleição legislativa vista como um teste às reformas democráticas empreendidas pelo rei Mohamed VI. As sondagens anunciam a vitória no sufrágio dos islamitas moderados do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (PJD), face a 33 outras formações.

Segundo os analistas será pouco provável que o rei escolha um membro do PJD para o cargo de primeiro-ministro. A reforma constitucional – para aumentar os poderes do parlamento – o reforço do crescimento económico, a educação e a luta contra a pobreza e a corrupção dominam os programas de campanha.

Apesar das reformas económicas empreendidas pelo monarca marroquino, as desigualdades sociais têm vindo a crescer nos últimos anos. E se na estância balnear de Bouznika se espairam os 15% da população que detém 80% dos bens do país, a aldeia de Drawa, nos arredores de Casablanca, é o reflexo de um território onde 40% da população vive abaixo do limiar da pobreza, sem infraestruturas básicas e a maior parte das vezes sem acesso a água potável.

“Como vê para termos água temos que ir buscá-la de carroça, dentro de bidons de 20L. O poço mais próximo está a 1km, mas por vezes temos que percorrer 4km”.

Disparidades que levam água ao moínho dos islamistas moderados. O partido que promete um crescimento económico de 7%, denuncia a corrupção no Estado e quer impostos mais elevados para os mais ricos.

Falta saber qual se o programa do PJD será compatível com os esforços para modernizar o país.