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Banqueiros centrais discutem efeitos da crise

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Banqueiros centrais discutem efeitos da crise

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Começou como uma crise no mercado imobiliário norte-americano e alargou-se à economia mundial: a forma como a crise dos créditos de risco está a afectar as economias do globo é o tema da reunião que junta em Basileia, na Suíça, os líderes dos principais bancos centrais do globo.

O grupo é presidido pelo homem-forte do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet.

Os créditos hipotecários de risco, também chamados subprime, estiveram em forte crescimento nos últimos anos, prova de um cada vez maior endividamento das famílias. Se, em 2002, representavam apenas 8% dos créditos nos Estados Unidos, hoje representam 27%.

O Japão está a ser uma das maiores vítimas desta crise. A economia japonesa esteve a contraír, no trimestre que vai de Abril a Junho. O PIB do país encolheu 0,3% em relação ao trimestre anterior e 1,2% relativamente ao mesmo período do ano passado.

Esta recessão foi maior que a prevista pelos analistas. A primeira estimativa do governo apontava para um crescimento.

O porta-voz do executivo, Kaoru Yosano, descreve bem a suituação: “A crise nas bolsas, gerada pelo problema dos créditos, torna difícil que se façam prognósticos financeiros. Isso mina o sentimento dos mercados, mas os alicerces económicos do Japão permanecem sólidos”.

Além de Trichet e do representante japonês, este encontro conta também com Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal norte-americana, e com banqueiros centrais da Ásia e América Latina.