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Divisão de meios logísticos internacionais afecta Afeganistão

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Divisão de meios logísticos internacionais afecta Afeganistão

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No dia 11 de Setembro de 2001, os Estados Unidos sofreram os piores atentados da história. Rapidamente Osama Bin Laden foi acusado e os norte-americanos reclamaram a sua extradição aos talibans, que a recusaram. O homem mais procurado do planeta, com a cabeça a prémio por 50 milhões de dólares, organizara os atentados no Afeganistão com a cobertura do regime dos talibans.

Os 30 anos de guerra civil deixaram o país destruido, sem lei nem ordem, entregue aos senhores da guerra. Esquecido do mundo, o Afeganistão tornou-se subitamente o posto avançado da luta contra o terrorismo.

Em Outubro de 2001, os Estados Unidos, apoiados por uma coligação internacional, lançaram uma campanha de bombardeamentos para fazer cair o regime dos talibans, forçando Bin Laden a fugir. A comunidade internacional comprometeu-se a garantir a segurança e a estabilizar o país, assim como a ajudar a reconstrui-lo.

No entanto, seis anos mais tarde, o Afeganistão retoma os velhos demónios: a cultura da papoila, em declínio durante o regime dos estudantes de teologia, está em perfeita ascensão, e o táfico de droga representa, demomento, 60 por cento da economia afegã.

A segurança, que era uma das prioridades do ISAF, está longe de ser conseguida. O número crescente de atentados prova isso mesmo. As razões é que que as forças afegãs são poucas e corruptas. Mas, principalemnte, as forças internacionais do ISAF são insuficientes para cobrir todo o território afegão.

Os especialistas consideram que a decisão de George Bush de invadir o Iraque, em Março de 2003, desviou muitos meios militares, de informação e financeiros previstos para a reconstrução e segurança do Afeganistão. E mesmo assim, quatro anos depois da invasão americana, o Iraque é incapaz de assegurar, sozinho, a sua estabilidade e defender as instituições – não cumpriu 11 dos 18 objectivos fixados pelo Congresso americano em termos de progressos militares e políticos.