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Expulsão de Nawaz Sharif reacende protestos contra presidente paquistanês

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Expulsão de Nawaz Sharif reacende protestos contra presidente paquistanês

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Quatro horas de oposição política sobre o solo paquistanês, foi o tempo máximo concedido pelas autoridades ao antigo primeiro-ministro Nawaz Sharif. Sete anos após ter partido para o exílio, o político regressou esta manhã a Islamabad para disputar o cargo do presidente Pervez Musharraf nas próximas eleiçôes.

Retido no avião e detido preventivamente, Sharif foi expulso pelas autoridades, de volta ao exílio na Arábia Saudita, sob acusações de corrupção e alta-traição. Os milhares de apoiantes de Sharif, denunciam o que chamam de “acção anti-constitucional”.

No mês passado, o Supremo Tribunal paquistanês tinha autorizado o regresso do político e a sua candidatura às eleições pelo partido Liga Muçulmana Paquistanesa.

O antigo chefe de governo tinha sido deposto em 1999 pelo golpe militar liderado pelo actual presidente Pervez Musharraf. O regresso programado e mediático do opositor era visto por muitos observadores como um desafio à autoridade do general. Ainda a caminho de Islamabad, Sharif previa já que “Musharraf seria a primeira vítima” de qualquer acção contra ele.

A caravana de milhares de apoiantes que o deveria transportar a Lahore, cedo transformou-se numa manifestação contra o regime. A polícia declarou o estado de emergência em torno do aeroporto de Islamabad para afastar qualquer protesto. Desde a madrugada que mais de 4 mil manifestantes foram detidos, entre os quais o porta-voz do partido de Sharif.

O gesto ameaça voltar a inflamar os protestos contra a intrusão do regime militar na esfera judicial, num momento em que Musharraf pretende apresentar-se a um terceiro mandato, nas eleições marcadas para o final do ano.